Tudo começou quando o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), indicou o senador Esperidião Amin (PP) para uma possível aliança, mas o foco real do racha veio com o anúncio da pré-candidatura de Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) ao Senado pelo estado, uma manobra que deslocou nomes locais como a deputada federal Carol de Toni (PL-SC), que era vista como favorita para a vaga. Carol, a deputada mais votada em SC nas últimas eleições federais, ameaçou deixar o PL devido ao impasse, alegando que a decisão veio “de cima para baixo” e ignora o eleitorado conservador local. Isso gerou acusações de nepotismo e protecionismo familiar, já que Carlos, vereador no Rio, busca um mandato em outro estado possivelmente para ganhar foro privilegiado em meio a investigações.
A deputada estadual Ana Campagnolo abandonou uma live que fazia com a colega de PL Júlia Zanatta, deputada federal, para discutir a repercussão da candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, quando chegou o senador Jorge Seif, que discursou nesta semana contra a… pic.twitter.com/EIweeTcrh0
— O Antagonista (@o_antagonista) November 7, 2025
A deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) entrou na briga ao questionar publicamente a indicação de Amin e defender Carol de Toni como a melhor representante da direita bolsonarista em SC. Em uma entrevista, Ana afirmou que a candidatura de Carlos “vem de cima para baixo”, sem consulta à base local, e criticou a falta de debate interno. Isso a transformou em alvo de bolsonaristas radicais, que a rotularam de “traidora” e “oportunista”, expondo uma divisão entre o “bolsonarismo raiz” (fiel à família) e uma ala mais ideológica e regional.
Eu, traidor. #anacampagnolo #direita #esquerda #bolsonaro pic.twitter.com/WnDpvkzZFe
— Paulo Souza (@eupaulosouza) November 8, 2025
Paulo Souza, influenciador conservador de SC, gravou um vídeo defendendo Ana e expressando frustração com os ataques vindos da própria direita mais intensos, segundo ele, do que os da esquerda. No vídeo, ele questiona a estratégia de “linchar” figuras como Ana por emitirem opiniões, argumentando que isso cria uma “espiral do silêncio” onde o medo de cancelamento impede o debate. Trechos chave incluem:
- “Eu também não curti a vinda do Carlos pra concorrer em Santa Catarina, posso? Vocês deixam? É permitido?”
- “Se é pra ser cancelado, vamos junto. Porque eu mereço ser cancelado também.”
- “Uma das coisas que ouço as pessoas na rua […] é: ‘Paulo, você representa aquilo que gostaria de falar’.”
Paulo Souza foi deslegitimado pelo fato de que sua esposa trabalha no gabinete de Ana Campagnolo e, por isso, sua opinião seria eivada de parcialidade, desmerecedora de crédito.
Em primeiro lugar, é óbvio que o fato de ele ou a esposa ter ligações com os envolvidos não retira…
— Ludmila Lins Grilo (@ludmilagrilo11) November 8, 2025
Ele reafirma convicções ideológicas, como o antifeminismo de Ana, e promove um documentário pró-Bolsonaro, mas critica o uso da “carta da lealdade” para silenciar dissidências. Kim Paim, outro influenciador bolsonarista, insinuou motivações financeiras, apontando que a esposa de Paulo trabalha como assessora de Ana, o que Paulo ignora no vídeo para focar em princípios. Essa defesa ilustra como o conflito não é só partidário, mas sobre unidade conservadora versus subserviência.
Flávio Bolsonaro: “Ana Campagnolo, a partir do momento em que nosso líder Jair Bolsonaro toma uma decisão e a gente questiona, acontecem duas coisas: ele fica enfraquecido e favorece o nosso inimigo. Estamos lutando por algo muito maior do que a nossa opinião.” 🔥 pic.twitter.com/X6ZayLkJVM
— Pri (@Pri_usabr1) November 7, 2025
Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Flávio e Carlos responderam criticando Ana por “falta de lealdade”, com Eduardo publicando um texto acusando-a de ingratidão e defendendo a família como pilar do movimento. Carlos, por sua vez, usou redes para rebater indiretamente, intensificando o racha.
O partido está dividido, com Jorginho Mello tentando mediar, mas o episódio revela fraquezas: o PL, maior bancada na Câmara, luta para manter coesão em estados chave como SC, onde o bolsonarismo é forte mas fragmentado. Carol de Toni pode migrar para outro partido, enfraquecendo o PL local.
É o enfraquecimento do bolsonarismo, enquanto Nikolas Ferreira republicaram críticas a Carlos, mostrando que o descontentamento não é isolado. Debates como o entre Ana e Julia Zanatta (PL-SC) destacam o atrito entre “lealdade familiar” e “mérito ideológico”.
🚨URGENTE – Jorginho Mello, governador de SC, homenageia Ana Campagnolo e diz que ela vai ser a deputada estadual mais votada do estado novamente
“Ela orgulha o parlamento de SC! Foi a deputada mais votada de SC e não tenho dúvida que vai ser de novo” pic.twitter.com/8zVNeNlQI4
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) November 8, 2025
O Falso Juiz – Documentário
Um documentário que rompe o silêncio e expõe o poder oculto por trás da toga.Dirigido pelo jornalista português Sérgio Tavares,...















